segunda-feira, 24 de agosto de 2009


Aquarela...
Música de Toquinho.

Numa folha qualquer

Eu desenho um sol amarelo

E com cinco ou seis retas

É fácil fazer um castelo...

Corro o lápis em torno

Da mão e me dou uma luva

E se faço chover

Com dois riscos

Tenho um guarda-chuva...

Se um pinguinho de tinta

Cai num pedacinhoAzul do papel

Num instante imagino

Uma linda gaivota

A voar no céu...

Vai voando

Contornando a imensa

Curva Norte e Sul

Vou com ela

Viajando Havaí

Pequim ou Istambul

Pinto um barco a vela

Branco navegando

É tanto céu e marNum beijo azul...

Entre as nuvens

Vem surgindo um lindo

Avião rosa e grená

Tudo em volta colorindo

Com suas luzes a piscar...

Basta imaginar e ele está

Partindo, sereno e lindo

Se a gente quiser

Ele vai pousar...

Numa folha qualquer

Eu desenho um navio

De partida

Com alguns bons amigos

Bebendo de bem com a vida...

De uma América a outra

Eu consigo passar num segundo

Giro um simples compasso

E num círculo eu faço o mundo...

Um menino caminha

E caminhando chega no muro

E ali logo em frente

A esperar pela genteO futuro está...

E o futuro é uma astronave

Que tentamos pilotar

Não tem tempo, nem piedade

Nem tem hora de chegar

Sem pedir licença

Muda a nossa vida

E depois convida

A rir ou chorar...

Nessa estrada não nos cabe

Conhecer ou ver o que virá

O fim dela ninguém sabe

Bem ao certo onde vai dar

Vamos todos

Numa linda passarela

De uma aquarela

Que um dia enfim

Descolorirá...

Numa folha qualquer

Eu desenho um sol amarelo

Que descolorirá!

E com cinco ou seis retas

É fácil fazer um castelo

Que descolorirá!

Giro um simples compasso

Num círculo eu faço

O mundo

Que descolorirá!...


Hoje, de manhã cedinho quando estávamos à caminho do trabalho, meu amigo Dão e eu, escutávamos essa música do Toquinho, quando olhei para ele dizendo:

- Essa música tem cara de infância!.

Ele, dando-me um sorriso, diz: É mesmo... Cara de infância!.

Foi bom reviver mesmo que em pensamento, momentos mágicos de uma infância sadia.

Lembrar dos amigos de outrora, brincadeiras esquecidas na memória, aventuras inventadas, briguinhas inocentes.

Como é bom ser criança, queria até voltar a ser uma!!!

- Mas quem não quer???.

Ninguém me avisou que ser "gente grande" era chato, que ter responsabilidade exigia competência.

Ninguém me avisou que depois de grande, eu não poderia mais voltar a ser criança.

Ninguém nunca me disse que para não crescer... sempre ouvia a mesma frase: Você não é mais nenhuma criancinha!

Ser "grande" não é mesmo nada fácil!!!.

Crescer nos tira aos poucos nossa ingênuidade.

Crescer nos deixa pessoas sérias e ser sério demais não tem graça nenhuma.

Bom mesmo é poder ficar sem pensar no que ter o que o pensar, passar o dia inteiro correndo, pulando, gritando, párar só comer alguma coisa e nem deixar a digestão fazer, por não querer perder tempo com isso.

Ah! se eu pudesse voltar a ser criança outra vez...

Brincaria mil vezes mais, passaria mais tempo rindo do vento, olhando pro céu e descobrindo desenho em nuvens.

Rssssssss...!!!.

Beijos!!!


Clave D'sol.

Em casa, 24 de Agosto de 2009 - às 14: 54

Nenhum comentário:

Postar um comentário